
Informação Importante
Vacinas e autismo revisitados – O caso Hannah Poling
| Dr. Paul A. Offit, médico | The New England of Medicine | Volume 358:2089-2091 May 15, 2008 Number 20 |
Fonte Cronica Autista - Traduzido/transcrito por Argemiro Garcia
Em 11 de abril de 2008 o Comitê Consultivo Nacional para Vacinas deu um passo incomum: em nome da transparência, confiança e colaboração, pediu a pessoas do público para ajudá-lo a definir sua agenda de pesquisas sobre a segurança das vacinas para os próximos cinco anos. Muitos pais, dada a oportunidade, expressaram sua preocupação sobre se vacinas podem causar autismo – um temor que foi recentemente alimentado pela extensa cobertura dada pela mídia a uma entrevista coletiva envolvendo uma garota de nove anos chamada Hannah Poling.
Quando tinha 19 meses, Hannah, a filha de Jon e Terry Poling, recebeu cinco vacinas – difteria-tétano-coqueluche, Haemophilus influenzae tipo B (Hib), sarampo-caxumba-rubéola (MMR), varicela e Sabin. Na época, Hannah era interativa, brincalhona e comunicativa. Dois dias depois, estava letárgica, irritável e febril. Dez dias depois da vacinação, desenvolveu uma erupção de pele consistente com varicela (catapora) induzida por vacina.
Meses depois, com atraso no desenvolvimento neurológico e psicológico, Hannah foi diagnsoticada com encefalopatia causada por um déficit enzimático mitocondrial. Os sintomas incluíam problemas com linguagem, comunicação e comportamento – quadro típico de autismo. Apesar de não ser incomum que crianças com déficit das enzimas da mitocôndria desenvolvam sinais neurológicos entre o primeiro e o segundo anos de vida, os pais de Hannah acreditam que as vacinas desencadearam sua encefalopatia, processaram o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (Department of Health and Human Services – DHHS) pedindo uma compensação dentro o Programa de Compensação por Danos Vacinais (Vaccine Injury Compensation Program – VICP) e ganharam.
Em 6 de março, os Poling levaram seu caso a público. Sentado em frente aos microfones de várias grandes redes de comunicação, Jon Polling disse que “os resultados deste caso podem significar uma decisão histórica para as crianças que desenvolvem autismo após a vacinação”. (1) Por anos, as agências de saúde federais e as organizações profissionais têm reassegurado ao público que vacinas não causam autismo. Agora, com o DHHS fazendo essa concessão em uma corte de apelação federal, o Governo parece estar dizendo exatamente o contrário. Pegos no meio da discussão, os médicos ficaram perdidos, tentando dar uma explicação para as razões por trás dessa decisão do VICP.

Postado por: Rita e Otto Kuester às 20:52
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